A escolha de viver na Suíça
- Andréa Hagen
- Nov 4, 2019
- 2 min read
Estive na casa de uma amiga no sábado.
É uma das minhas amigas mais queridas e antigas aqui. Já se vão 15 anos de amizade. Interessante é que ela também é de Belo Horizonte e amiga de dois amigos meus de lá. Esses dois amigos, quando souberam que estava vivendo na Suíça me perguntaram, em ocasiões diferentes, se eu já a conhecia. É óbvio que liguei para ela, expliquei as coincidências, marcamos um almoço e de lá para cá, vivemos muitas histórias!
Na mensagem que ela me enviou informando sobre o encontro constava que seria um jantar de inverno entre amigas; que cozinharíamos juntas; colocaríamos o papo em dia; conversaríamos um português (sim, mais difícil do que muitos imaginam...) e que nos divertiríamos um pouco.
Foi uma noite muito agradável que fez com que trocássemos algumas experiências e refletíssemos sobre as escolhas que fazemos. Mais especificamente a escolha de vir morar na Suíça.
Decidir habitar em outro país é uma decisão difícil. O preço pago é muito alto. A gente deixa para trás tudo que a gente conhece - costumes; idioma; hábitos; emprego; além da família; amigos (muitos que inclusive cresceram junto com você); colegas e conhecidos. E se depara com o novo, bem diferente do que estávamos acostumados.
Ocasionalmente se questionará se fez a escolha certa por estar onde está.
Lamentará não estar presente no nascimento da sobrinha, na festa de 70 anos da sua mãe, ao lado do seu pai doente, no casamento da prima querida. Perdemos as mais diversas celebrações e cerimônias. Nem sempre podemos dividir os momentos de dor também.
Fará o possível para manter o contato com os mais queridos seja via Facebook, Whatsapp, Instagram.
Já estou fora do Brasil há (quase) 18 anos. A sensação é, muitas vezes, a de não pertencer a lugar algum. Como se as pessoas não te entendessem mais aqui ou lá.
Nem sempre as coisas são ou foram como esperadas. Mesmo assim, posso dizer que não me arrependo da minha decisão - e espero que você também não lamente a sua. Os bons dias ainda prevalecem, certo?
O que podemos fazer é seguir o que o coração nos diz e confiar que é o caminho mais certo a seguir.
Faça o que estiver ao seu alcance, dê-se a chance de se alegrar com os mais simples e menores detalhes.
Se a vida não está colaborando, não gaste sua energia perguntando: ...mas se? Siga adiante!
E, por mais difícil que pareça, livre-se da culpa que muitas vezes (nos) aparece. Estamos fazendo o melhor que podemos.
Abraço carinhoso a todos. E Chris, gratidão pelo convite! 💗
Andréa Imagem: ~Pinterest
