top of page

Praga

  • Writer: Andréa Hagen
    Andréa Hagen
  • Apr 15, 2018
  • 7 min read

Praga, a cidade dourada, é a capital da República Tcheca e a maior e mais importante da região da Boêmia. Praga é hoje uma das cidades mais visitadas do continente europeu, surpresa nenhuma quando se leva em consideração sua história, arquitetura e gastronomia.


Para conhecer Praga, caminhe e observe a arquitetura e atmosfera da cidade. Praga é formada pela união de antigas cidades: a cidade velha, Malá Strana (cidade pequena), Nove Mesto (cidade nova) e o bairro do Castelo, Hradcany. Os primeiros habitantes da região onde Praga se localiza chamavam-se Boios, que deu origem ao termo Boêmia. Depois chegaram os germânicos e eslavos. No século X pode-se falar na cidade de Praga, pois houve o assentamento de comerciantes e artesãos ao redor do castelo. Em 950 passou a fazer parte do Império Romano. Em 1061 a região tornou-se residência dos duques da Boêmia e nasceu a Cidade Velha. Em 1257 foi fundada a segunda cidade, a Malá Strana, só para os alemães. Durante o reinado de Carlos IV da Alemanha e I da Boêmia, Praga se tornou a capital do Império Sacro Romano. Surgiu a terceira cidade, Nove Mesto que foi unida às outras pela famosa ponte Carlos. 1526: Fernando I foi eleito rei da Boêmia e até 1918 Praga esteve ligada à Áustria e aos Habsburgos. Em 1598 foi criada a quarta cidade, bairro do Castelo Hradcany. Em 1618 houve a Defenestração de Praga, quando os tchecos atiraram pela janela os enviados dos Habsburgos e teve início a guerra dos 30 anos, que terminou com a expulsão dos suecos, senhores de Praga, na Batalha de 1648. No ano de 1784 as quatro cidades foram unificadas. Em 1848 há a revolução contra a Áustria e os tchecos conseguiram autonomia. Com a caída do Império Austro-Húngaro na Primeira Guerra Mundial, em 1918, é criado o novo estado da Tchecoslováquia e Praga torna-se capital. Em 1939 Praga foi invadida pelo exército nazista. Ao fim da Segunda Guerra Mundial, começa o regime comunista. 1968 houve uma tentativa de superação do comunismo, a chamada Primavera de Praga, que acabou sendo impedida pelo Pacto de Varsóvia. Em 1989, com a Revolução de Veludo, consegue a independência da URSS. Em 1993 há a divisão da Tchecoslováquia em dois estados: República Tcheca e Eslováquia. O rio Vltava (pronuncia-se *Váltva") divide Praga - na margem direita ficam a cidade velha e a cidade nova - Staré Mesto e Nové Mesto. Na margem esquerda estão a cidade baixa e o bairro do castelo - Malá Strana e Hradcany.


A ponte Carlos é a mais antiga e famosa da cidade, tem 520 metros de extensão e foi construída em 1357 pelo arquiteto Peter Parler para o rei Carlos IV. Há 30 estátuas na ponte, a maior parte substituída por réplicas. As originas encontram-se no Museu Nacional. A ponte já sobreviveu a seis séculos de guerras, incluindo a ocupação nazista e a invasão soviética de 1968.


O centro histórico de Praga sobreviveu à Segunda Guerra Mundial enquanto outras cidades européias foram reduzidas à ruínas.


Praga estava na nossa "lista de desejos" há algum tempo e foi um prazer imenso conhecê-la. A cidade é belíssima, a gastronomia é impecável, a arquitetura apresenta-nos um pouco de todos os estilos e a sua história é riquíssima. Prato cheio para quem gosta de viajar. Para completar, achamos os habitantes muito prestativos e simpáticos e ficamos surpresos em como falam bem o inglês na cidade.


Escolhemos nos hospedar no Hotel-Residence Monastery Garden, localizado no romântico jardim do Monastério Strahov, ponto turístico da cidade, fundado em 1142. O hotel oferece uma vista única e privilegiada do Castelo de Praga, da Cidade Velha e do rio Moldava (Vltava, em tcheco). O hotel fica a 750 metros do castelo e a 1,5 km da ponte Carlos.

O hotel é pequeno, possui apenas 12 quartos. O lugar é muito sossegado, os quartos são amplos e bem iluminados, o café da manhã foi muito bem preparado com frutas frescas, sucos, iorgutes preparados no local (o meu preferido era o feito de iogurte natural com bananas e pêras) e uma variedade de pães doces e salgados. O Stepan, recepcionista do hotel, nos ajudou com reservas em restaurantes e com o transfer do e para o aeroporto.



No nosso primeiro dia na cidade, fotografamos o Mosteiro Strahov - atração histórica - fundado em 1142.



Descemos para o centro da cidade por uma floresta e fomos ao famoso Café Savoy, inaugurado em 1893. O Savoy tem o brunch, Steak Tartare e Schnitzel muito conhecidos e apreciados. Vá ao toillet do local, porque, no mesmo corredor você poderá observar, por uma longa janela, os funcionários fazendo pães e outras massas e doces incríveis.



Continuamos a nossa caminhada e passamos pelo museu e parque Kampa, onde estão os bebês gigantes engatinhando, obra de David Cerny, um artista tcheco, que tem outras obras interessantes pela cidade. Algumas pessoas adoram seu trabalho, outras detestam. Alí ao lado também vimos os pinguins iluminados.



Seguimos para a Ponte Carlos, caminhamos até o outro lado, em direção à praça antiga da cidade.



Nicky, meu filho, ainda teve estômago para experimentar o trdelník com recheio de creme e maçãs. O trdelník não é originalmente tcheco e a sua origem é confusa: há quem diga que o doce é húngaro, outros dizem que é romeno. Só não deixe de experimentá-lo.


📍No segundo dia fizemos a caminhada pela floresta, fomos visitar o Menino Jesus de Praga, a Igreja de São Nicolau (St. Nicholas), atravessamos a Ponte Carlos, tiramos uma centena de fotos, andamos pelo centro antigo, passamos pela estátua de Freud pendurado - outra obra de arte de David Cerny. Paramos para ver a cabeça de Kafka, outra escultura do David Černý. Seguimos em direção a Galeria Lucerna e vimos outra escultura de...adivinhem?





Fizemos um Food Tour com a Anna do Taste of Prague. A companhia, que tem outros 4 guias, mostra bastante da história local - antiga e atual - através da gastronomia. Adoramos e recomendamos. Conhecemos pratos da culinária tcheca, o que comem em casamentos, aos domingos, o que preparam as avós. Fizemos refeições deliciosas e visitamos restaurantes e cafés lindíssimos.

Foi muito interessante escutar histórias de vida, sobre o país, os costumes, presente e passado.É uma forma especial de conhecer os tchecos e se deliciar com os pratos e bebidas oferecidos. Um ângulo diferente para conhecer Praga, uma oportunidade de estar com os nativos, entender como vivem, perceber o que temos em comum e sobre nossas diferenças.

O passeio tem a duração de aproximadamente 4 horas, o grupo tem, no máximo 10 participantes. Começa entre às 11 da manhã e 5 da tarde, depende do dia. A caminhada é feita entre a Cidade Antiga, Cidade Nova e um bairro residencial bem bacana da cidade. Incluído no passeio: muita comida tcheca tradicional e moderna. Cerveja tcheca, claro. Vinho tcheco - sim, eles produzem vinho também. Custo: 2700 coroas tchecas - pagamos o equivalente a 120 dólares por pessoa. Não é barato mas vale cada centavo!





Retornamos ao hotel porque as roupas já não nos cabiam mais (rs). É sério! Fomos caminhar pelo Castelo de Praga à noite - quando a multidão de visitantes já havia ido embora. E retornamos à Ponte Carlos e Cidade Velha.





📍Terceiro Dia. Fomos ao Castelo de Praga. O castelo foi fundado pelo príncipe Borivoj no século 9. Apesar de incêndios e invasões sofridos ao longo do tempo, o castelo conservou torres, capelas e igrejas. Em 1918 o castelo se tornou sede do governo e até hoje o presidente da república tcheca tem um gabinete no local. Há um controle, como nos aeroportos, na entrada do castelo. Compramos os ingressos para o Circuito B que dá direito a visitar quatro atrações na área do castelo. ATENÇÃO: você pode visitar o castelo de forma gratuita - passando apenas pelas áreas abertas ao público. É possível entrar na Catedral de São Vito também de forma gratuita, mas deixará de ver alguns tesouros. 1. a Catedral de São Vito, com torres góticas e belos vitrais.

2. Antigo Palácio Real.

3. Basílica de São Jorge.

4. Rua Dourada e Torre Daliborka. No século 16 as abrigaram guardas e artilheiros. Mais tarde artistas mudaram-se para lá. Kafka morou por dois anos na casa azul, de número 22.








Temos um pacto de pesquisar e comer o melhor hambúrguer da cidade. Viagem com adolescente é assim. Nosso filho é ótimo e nos acompanha em todos os programas então, nada mais justo que fazer algo por ele. Seguimos para a Praça Venceslau. Subimos a Avenida até a estátua de São Venceslau e apreciamos a vista. Atrás do Museu Nacional fica a hamburgueria que procurávamos, a Dish Fine Burger Bistro. Experimente o sanduíche da casa (Dish) e peça a maionese com chilli para acompanhar as batatas.


Passamos pela Praça da República, onde fica a bela Casa Municipal, o maior ícone do estilo art nouveau da cidade. Você pode entrar para conhecer o restaurante e pub no andar inferior ou o belo Café no piso principal, o Kavárna Obecní dům.




Caminhamos um pouco mais pela cidade e à noite fomos à cervejaria Klášterní Pivovar. Tive que provar a deliciosa sopa Goulash.




📍Quarto Dia. Visitamos a famosa biblioteca no Mosteiro de Strahov. Ah, não se esqueça de pagar pela autorização para fotografar (50 coroas tchecas). A visita normal permite apenas olhar para dentro da biblioteca a partir da porta. Para fazer uma visita interna, guiada, é preciso fazer uma reserva diferente e mais cara.





Passamos por Loreta e descemos a rua Ke Hradu, de onde se vê a cidade de cima. Seguimos pela rua Nerudova, uma das mais bonitas e famosas de Praga até a Praça Malá Strana. Depois passamos pela rua Karmelitská e Prokopská até chegarmos ao Muro de John Lennon.








Atravessamos a Ponte Carlos, seguimos até a Praça da Cidade Velha pela rua Karlova. Nos outros dias a rua estava pouco mais tranquila. No sábado muita gente e negócios questionáveis: vimos cobras e pombos coloridos e seus donos procurando ganhar uma grana com turistas interessados em segurar os animais. Achei triste...


Passamos pelo Relógio Astronômico (em reforma) e a Igreja de Týn. Fomos para Bairro Judeu. Infelizmente não visitamos as Sinagogas e o Cemitério porque era sábado, dia de descanso para os judeus. Ao lado da entrada da Sinagoga Espanhola está o monumento em homenagem a Franz Kafka. Paramos para uma foto.



Seguimos pela rua Pařížská, a mais cara de Praga, com muitas de lojas de grife e prédios lindos. Fomos até o pequeno restaurante Sisters, que serve os típicos sanduíches abertos. Comemos um de rosbife com cebolas torradas e de presunto com ovos e maionese. Ao lado, ainda na rua Dlouhá (nr. 39) está o conhecido açougue/hamburgueria Naše Maso. Vale observar o movimento e o que é servido por lá. Fomos comer no Lokál, ainda na mesma rua (nr. 33). Um restaurante bem conhecido de cozinha tcheca tradicional. Provei o clássico queijo frito com molho tártaro, delicioso.







Voltamos a Praça da Cidade Velha, atravessamos mais uma vez a Ponte Carlos e subimos a Nerudova até o Mirante. Fomos para o pátio externo do restaurante Bellavista para tomar um chá gelado e observar a cidade lá de cima, já sonhando com um retorno!




RECENT POSTS
SEARCH BY TAGS
ARCHIVE
bottom of page